domingo, 12 de Julho de 2009

alguém me acorde.

Alguém me dê um safanão. Adormeci o fim-de-semana todo embalada por Nosaj Thing, e a verdade é que ainda não me consegui descolar deste disco. Esta é, sem dúvida, a descoberta do ano (um ano que em termos de lançamentos, deixem-me acrescentar, está a ser incrível) e duvido que haja algo que me venha a surpreender mais do que isto. Algo me diz que mais umas semanas e haverá grande hype em torno deste senhor. Se é que já não há, e eu ando desatenta.

O vídeo serve apenas de referência, pois para ficar com uma boa ideia, só ouvindo o álbum (Drift) por inteiro.

ps- Desaconselhado à malta do "hip hop é merda".


Nosaj Thing - Coat of Arms

terça-feira, 23 de Junho de 2009

viajar sem sair do lugar

Musafir

A agenda está preenchida para as próximas duas semanas, com três propostas musicais que auguram agradáveis momentos de música ao vivo. O denominador comum é, se lhe quiserem chamar, música do mundo, ou de contornos étnicos, ou com outro nome pretensioso à brava, para ser mais fixe. Etiquetas aparte, vejamos então:

Este Sábado os canadianos de Montreal Le Vent Du Nord atacam a capital do mirtilo (ie Sever do Vouga), e trazem brisas de folk com aroma a música celta. Não há desculpas para quem andar para estes lados, visto que é gratuito. Este é mais um concerto que integra o Festim.

Logo no dia a seguir há Secret Chiefs 3 no Porto, pela mão da Soopa e Amplificasom. Trey Spruance e os seus comparsas regressam à Invicta, desta feita com um concerto no Passos Manuel. Trazem um line up diferente do concerto de Setembro, e a coisa promete ser não menos que espectacular. 12 euros, 15 no próprio dia (lotação limitada a 180 pessoas). Fica aqui um vídeo da estreia da banda em Portugal, há uns meses atrás.


Uma semana depois, novamente em Sever do Vouga, há Musafir - Gypsies of The Rajasthan, novamente à borliu. Não conhecia, de todo, estes senhores, e tenho andado (muito) entusiasmada com o que tenho ouvido. Mas como talvez as minhas palavras não façam justiça à coisa, fica o textinho disponível no site da Festim e um vídeo que encontrei e que me leva a crer que, de facto, isto é coisa para ser imperdível. Fica o aviso à navegação: os Musafir, também enquadrados no programa da Festim, só tocam em Estarreja, dia 3 (sexta) e precisamente em Sever, no dia seguinte.

Das paisagens exóticas da Índia, os Musafir trazem-nos uma quente e inovadora interpretação dos ritmos e sonoridades milenares da cultura hindu, num espectáculo que ultrapassa o espectro musical. O grupo desvenda as mais profundas raízes do Rajastão perfumadas por dançarinas encantadoras de cobras, acrobacias com fakirs, engolidores de sabres e cuspidores de fogo. A palavra “musafir”, que significa em sentido literal “itinerância”, reflecte o modo de vida que inspira estes músicos ciganos vindos do deserto indiano: o transe das tablas é festa para todos.


quinta-feira, 4 de Junho de 2009

Um festim para a malta


Malta fixe da zona de Aveiro e não só, ponham os olhinhos nesta bonita iniciativa. Nunca na minha bela terriola (Sever do Vouga) vi nada do género acontecer - e assumo que pelo menos em algumas das outras também não - por isso props para a organização.

Trata-se portanto da primeira (isso quer dizer que há mais?) edição do Festim - Festival Intermunicipal de Músicas do Mundo. De 29 de Maio a 24 de Julho, os Municípios que estão mencionados no cartaz vão receber nomes como Amsterdam Klezmer Band, Kepa Junkera, etc. O programa e informação sobre os artistas podem ser consultados aqui.

Quanto a mim, estou de água na boca. Vou ali checkar uns Myspaces e já volto.

sábado, 16 de Maio de 2009

O lugar comum vai de férias


Não que isso afecte a falta de assiduidade da minha pessoa neste espaço. Estamos afinal a falar de uma semana, uma semana na terra do pessoal do metal e da pipi das meias altas. O que é isso em termos de produtividade blogueira; no meu caso, nada.

Mas estou feliz, e apeteceu-me partilhar.



até breve.

terça-feira, 12 de Maio de 2009

Stag Hare no Porto


Esta quinta, Stag Hare [myspace] no Porto c/ Mainslide, Blackland + p.ma e gama rei.
22 h/Plano B 5 euros
pela Lovers & Lollypops


Não sei quem são os outros senhores, mas Stag Hare parece-me de ir. Hummmm

domingo, 10 de Maio de 2009

Curtas, curtinhas.

Quase de malas aviadas para regressar a mais uma semana de estágio, nos entretantos, apraz-me escrever umas linhazitas sobre as boas coisas que têm rodado no meu winamp. Depois de algumas semanas desentusiasmantes, sem grandes álbuns a merecer registo, decidi que esta tarde feia e húmida de domingo seria uma boa altura para mandar uns bitaites rápidos, antes que retorne a azáfama da vida de semana, sem tempo e menos pachorra para nada.

Dengue Fever - Venus On Earth (2008)




Ora aí está mais um daqueles nomes que volta e meia surgem por essas internets, a lembrar-me de que os tenho que ouvir (nem que seja pelo nome...DENGUE FEVER). A verdade é que a curiosidade tornou-se ainda maior quando soube que este colectivo faz parte da Web of Micrimy, label do respeitadíssimo-Deus Trey Spruance, e da qual fazem/fizeram parte projectos também a ter em conta, sejam os Asva, SC3, Estradasphere ou Sleepytime Gorilla Museum. Desenganem-se, no entanto, aqueles que já esperam que os Dengue Fever sejam uma banda de avant-prog-rock, tendo em conta as inclinações do rol de bandas mencionadas. Os Dengue Fever, californianos mas com uma vocalista do Cambodja, praticam uma sonoridade solarenga, pop e melancolica. Pop do Cambodja, diz-se por aí.

O álbum não é nada de extraordinário, mas vale a pena dar uma espreitadela, principalmente se gostam de world music e, no fundo, boas melodias pop. Depois deste Venus on Earth já lançaram um novo registo, Sleepwalking Through the Mekong, e podem conferir algumas músicas aqui.



Big Business - Mind The Drift (2009)


Ora aí está outro álbum pelo qual já ansiava, com grandes expectativas. O anterior Here Comes The Waterworks é sem sombra de dúvidas um dos melhores álbuns de heavy rock da década, e a inclusão do duo Jared Warren e Coady Willis no line up dos Melvins é, sem dúvida, um indício muito positivo acerca da qualidade destes músicos.

Para a malta que vê nos Big Business uma réplica do terramoto Melvins - penteados incluídos - desenganem-se, e Mind The Drift prova o contrário. O álbum - para o qual se juntou um novo guitarrista, passando a banda a ser constituída por três elementos full-time - apresenta uma evolução notória em relação aos dois anteriores, e mesmo que perca em peso, ganha em criatividade e melhores arranjos.

Ainda assim os BB têm uma espécie de charme inexplicável, e parecendo este álbum, nas primeiras audições, muito banal, torna-se uma bela surpresa se a insistência nas audições prevaler; um registo com a fúria dos anteriores - a soturnidade na incrível voz de Jared e a pujança da percussão de Coady, que a menos não nos habituou, a juntar a uma certa lavagem classic/hard rock, de se lhe tirar o chapéu.
Com Mind The Drift, o sludge é um rótulo que se tornou demasiado pequeno para os Big Business.


+ curtinhas


Alexander Tucker - Portal (2008) Um músico que já ansiava escutar a bastante tempo, finalmente consegui encontrar este álbum, que apesar de ainda estar em degustação tem se revelado uma boa lufada de ar fresco. Folkzinho ala James Blackshaw, com vocalizações, e mais não posso dizer que ainda não houve tempo para isso.

Tortoise -Beacons Of Ancestorship (2009)
Rodou muito este fim-de-semana e o mais provável é que continue a rodar (muito) nos próximos tempos. Excelente regresso de uma excelente banda, não me sinto em condições para falar muito mais mas se ainda não ouviram CORRAM até ao rapidshare mais próximo.

Plaid - Double Figure (2001) Enorme disco na vaga idm com trejeitos downtempo, uma peça de música essencial para os amantes do género e que muito facilmente agradará também àqueles que não estão familiarizados com esta corrente musical.

segunda-feira, 4 de Maio de 2009

"torch,torshay,torsha,tushy,tork,torchy,touche....."


Definitivamente nas últimas semanas tenho morrido pra vida de blogueira (e não sei quando irei ter oportunidade e paciência para pegar nisto mais frequentemente). No entanto parece-me suficientemente merecedor de uma excepção este pequeno adorável vídeo de uma das bandas que mais aprecio da vaga stoner/sludge, que são os Torche. O mais fixe nisto tudo é que, realmente, é impossível ouvir Torche sem imaginar coisas de peluxe gigantescas saltando pelas florestas.


Mais bandas destas deviam fazer vídeos.


Torche - Across the Shields

Boas queimas people.